Processo Vida-Morte-Vida
Hoje trago-vos um tema que muitas vezes pode causar
alguma resistência em todos nós. Fala-vos do processo vida-morte-vida. O tema
pode não ser o mais apelativo, mas é seguramente de extrema importância, para
conseguirmos fazer as mudanças que precisamos e queremos nas nossas vidas. É um
caminho que percorremos interiormente, é uma chamada de consciência para aquilo
que precisamos deixar morrer em nós e na nossa vida, os apegos e amarras que
insistentemente mantemos para darmos início e vida a novas experiências, a
novas projetos, a novos tipos de relacionamentos, a novos grupos, a uma nova
forma de olhar o nosso mundo e o mundo que nos rodeia.
Círculo (Ouroboros)
Ouroboros é um símbolo hermético muito antigo que aparece em várias tradições espirituais/esotéricas de uma serpente (tradicionalmente feminina) alquímica que engole a própria cauda, simbolizando a imortalidade da alma, o processo de vida-morte-renascimento. Ele representa as alternâncias cíclicas. Não é possível a vida sem mortes ao longo do caminho, ele representa um processo circulatório e cíclico, simboliza a nossa dimensão alquímica quando matamos o nosso passado para nos fertilizarmos e darmo-nos à luz mais inteiros.
Aprofundar o trabalho de desenvolvimento pessoal; eterno renascimento. Esta carta fala-nos na capacidade de renovação, rejuvenescimento e transformação.
Tu deves ser a pessoa que mais te deves amar incondicionalmente. Permite que emoções, experiências vividas se transformem e venham à consciência.
Carta de Tarot - A Morte
A carta da morte remete-nos não para uma morte física, mas para a inevitável mudança de ciclos de vida que sempre envolvem uma morte, finalização. Podemos e devemos olhar para a vida como uma sequência de mortes, como por exemplo, o abandono das águas reconfortantes do útero para a cruel realidade da separação do corpo da nossa mãe. A infância deve morrer para que surja a adolescência e o desenvolvimento sexual e a juventude, essa, por muito que a queiramos prolongar com dietas, exercícios e cosméticos, finalmente morrerá para dar lugar à maturidade da meia-idade. Todo e qualquer relacionamento por muito bom que seja têm os seus ciclos de começo e fim, pois muito naturalmente os sentimentos mudam com o passar do tempo e à medida que cresce a nossa compreensão das outras pessoas. Ao casarmos deixamos para trás a nossa fase de solteiros e com o nascimento dos filhos começamos a ficar mais maduros e a lembrarmo-nos que a mortalidade faz parte do nosso ciclo de vida.
Ao tomarmos esta consciência, permitimo-nos perceber que há determinadas coisas na nossa vida que devemos deixar morrer, devemos permitir que aquele ciclo de vivências e experiências morra para dar início a um novo ciclo. Porque nada é estático na nossa existência, nós mudamos fisicamente, mas também emocionalmente e psicologicamente…então como é que tudo o resto se pode manter inalterado? Abracem e aceitem a mudança que querem ver e sentir em vocês. Sintam o pulsar da vida em vocês e ousem fazer as mudanças que ressam com a vossa alma … fluam com a vida!


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