Celebração da Gratidão
Tempo da colheita dos frutos, a preparação para o Inverno e a tristeza pelo fim do Verão!
Este é o segundo festival da colheita, o primeiro foi Lammas (1 agosto). Este é o
tempo de agradecermos por tudo o que colhemos ao longo do ano, ainda com maior
sentido de partilha, solidariedade e Ação de Graças do que na primeira colheita. Manifestemos, pois, gratidão a tudo e a todos, à Mãe Terra, Gaia, que acolhe a nossa existência.
No Hemisfério Norte, o equinócio de outono ocorre em 22 de setembro de 2024, às 12:44 GMT, no mesmo dia em que o Sol entra no signo de Balança. Este evento sinaliza a mudança do verão para o outono. Após o equinócio, as temperaturas caem e as noites crescem. Durante o equinócio, a duração da luz do dia e da noite é quase a mesma.
Na Roda do Ano Celta, Mabon marca o fim da vegetação e a diminuição da luz solar. Em outras culturas comemoravam-se, nesta data, as mortes de Deuses solares como Adonis, Attis, Osíris e Tammuz, o final da colheita de arroz e o festival do deus grego do vinho Dionisio, entre outras. No entanto, a mais famosa das celebrações antigas era a dos Mistérios Eleusínios, em que durante nove dias, o culto às deusas Deméter e Perséfone, faziam reviver a interligação da morte com a vida, para expansão da consciência e da compreensão do mistério da vida e da morte, indo para além dos medos e das limitações.
Mabon
representava o tempo de armazenar os cereais, frutas e tubérculos para garantir a sobrevivência dos homens e dos animais durante o inverno. Durante os festejos antigos, consumiam-se
pães frescos, batatas assadas, uvas e nozes e bebia-se a cidra recém
preparada. As pessoas dançavam, cantavam e elegiam o Rei e a Rainha da
colheita, agradecendo às divindades pela abundância da terra.
Nos círculos de mulheres, reverenciam-se as deusas Deméter e Perséfone, assim como Inanna, que alcançou o último portal do mundo subterrâneo antes de sua imolação. Os temas deste Sabbat são a gratidão à Mãe Terra, aquela que nutre todos os seus filhos, demonstrada por orações, oferendas e rituais de cura em benefício do planeta, assim como a
preparação para entrar num período de recolhimento, introspeção e reavaliação pessoal.
As deusas associadas a este Sabbat são as Mães dos Grãos como Ariadne, Ceres/Deméter, Freya, Inanna, Ísis, Kwan Yin, Perséfone, entre outras.
Os elementos ritualísticos deste Sabbat simbolizam a atmosfera do outono, as suas cores, as colheitas e as oferendas de gratidão. Prepara-se uma cornucópia ou cesta de vime repleta de frutas, folhagens, sementes e espigas enfeitadas com fitas, cabaças com cereais, e cachos de uva.
O altar é enfeitado com folhas, galhos ou
imagens de árvores sagradas como carvalho, freixo, álamo e com flores de maracujá, calêndulas, crisântemos, margaridas, pinhas e sementes. As velas, em tons de amarelo, laranja,
e castanhos reproduzem as cores das folhas mortas. O incenso e a essência são de sálvia, pinheiro, lavanda, madressilva ou benjoim e as pedras podem ser a ágata, a cornalina e o jaspe.
Também vivemos interiormente os Arquétipos da Mãe, do Labirinto e da Rainha.
Com o Arquétipo da Mãe somos gratas à Mãe Terra, a Gaia, pela abundância que ela nos proporciona, pela forma como ela nos nutre, mas também como nós nutrimos e somos nutridas.
Já pensaste em fazer uma lista de semelhanças e diferenças entre ti e a tua mãe? Experimenta...acho que vais ficar surpreendida!
O que não gostas na tua mãe? O que não gostas em ti? Como foi a vossa relação na infância? Ela teve espaço para sentir e honrar a sua alma? Ela viu-te e aceitou-te tal qual como eras? O "fardo" da vida dela "não vivida" passou para ti?
O que não gostas na tua mãe? O que não gostas em ti? Como foi a vossa relação na infância? Ela teve espaço para sentir e honrar a sua alma? Ela viu-te e aceitou-te tal qual como eras? O "fardo" da vida dela "não vivida" passou para ti?
Reflete um pouco sobre estas questões...faz uma autoanálise e toma consciência dos padrões enraizados.
O Arquétipo do Labirinto foi usado durante milénios como forma de obter autoconhecimento e crescimento espiritual. Ao entrarmos no labirinto estamos a aceitar o chamamento da Aventura, caminhamos até ao centro (Coração) e depois trazemos de volta para fora do labirinto, a Sabedoria (Retorno do herói/heroína).
O Labirinto representa a jornada do herói/Heroína. Esta Jornada é uma preparação para uma liderança mais integral, ensinando-nos a voltar a casa, a expressar o nosso verdadeiro Eu e à sabedoria da Alma.
Ao responsabilizarmo-nos pela nossa vida e ao fortalecermos a nossa capacidade de tomar decisões, indo de encontro aos nossos valores e à nossa verdade, cuidando das nossas emoções e carências, começamos também a transformar a nossa dor em cura, integridade e poder interior...
O Arquétipo da Rainha (uma das facetas do feminino) pede que desenvolvas capacidade e cries estruturas para poderes manifestar o teu potencial, ambições e sonhos.
Utiliza em plenitude os teus recursos internos e externos, expressa o teu verdadeiro Eu e a sabedoria da tua Alma. Realiza as tuas ambições e sonhos que servem o teu propósito superior, o teu superior bem e da Humanidade.
Sê a líder da tua vida!


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