IMPOSSIVEL DEFINIR O INDEFINIVEL
Como a profissão que tenho, a minha idade, de onde sou natural, o meu estado civil e tantas outras coisas não fazem de mim quem Eu Sou, decidi não me apresentar de forma convencional, até porque parte daquilo que eu também sou continua a ser uma descoberta diária … então achei que era mais simpático dizer-vos o que me move e qual é o meu objetivo com a criação este blog.
Desde criança, que olhava o céu em busca de respostas. Procurava
resposta para questões básicas, como quem eu sou?, o que
estou a fazer aqui?, o que é esperado de mim? começo e fim fazem
sentido? porque é que tantos sofrem e outros têm uma vida tão feliz? porque
parece que para uns tudo é fácil e para outros tudo parece ser tão difícil?
A
verdade é que apesar de já ter encontrado respostas para algumas delas, outras
continuam por descobrir. Em todas as respostas encontrei ligação ao divino e a
forma com o sentimos e vivemos tem-me suscitado interesse. A forma como o
sentimos e vivemos dentro de nós é diferente da forma como nos tem sido
passada. Escutar, sentir, viver o divino tem sido ao longo da minha existência
uma constante mas também um aumento gradual de consciencialização sobre o que é
isto de viver e sentir o divino em nós. O que aqui partilharei convosco não
será bem aceite pelo todo, nem eu pretendo que seja, mas é um caminho, caminho
esse que me levou ao contacto mais profundo com a minha essência, com o planeta
e com o universo…e não será isso que todos nós de uma forma ou de outra
buscamos? O encontro connosco próprios, sem mascaras, sem muros, sem amarras? E
o encontro com o outro sem preconceitos, sem limitações, livres para sermos
quem somos, amarmo-nos, aceitarmo-nos exatamente como somos, sem receio de o
mostrarmos?
E fazê-lo no feminino trás uma responsabilidade acrescida, porque
este é o tempo, o momento de elevarmos a mulher ao papel extremamente
preponderante que ela tem e sempre teve desde o inicio dos tempos.

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