“Amar-se a si mesmo é o início de uma história de amor para a vida”
Oscar Wilde, grande escritor, dramaturgo e poeta irlandês do séc. XIX, disse-o um dia.
Teria ele descoberto no seu templo a porta para o amor incondicional por si mesmo?
Teria ele tido a perceção que só estaríamos bem connosco e com os outros se nos amássemos verdadeiramente em primeiro lugar?
As pessoas com quem costumo falar e conviver acham que se amam e que por isso amam o outro. Mas será que é mesmo assim?
Eu também achava que me amava até ter tido a consciência que ainda não o sei fazer em plenitude…tem sido um processo, um processo para resgatar o meu amor próprio, uma viagem ao interior de mim mesma, uma viagem de descoberta constante e de autossuperação. A cada passo que dava achava que já tinha alcançado esse patamar, mas depois nas pequenas coisas, nas pequenas provas que a vida nos coloca à frente, percebia que ainda não o tinha conseguido. E perguntam vocês? E então como é que distingo se me estou a amar ou não?
Boa pergunta…bom…eu sei que não me estou a
amar plenamente quando coloco a vontade alheia à frente da minha vontade, sei
que não me amo quando digo “sim”, quando queria dizer “não”, quando tento ser uma
supermulher, ao fazer tudo ao mesmo tempo, quando me considero insuficiente,
quando me acho incapaz de fazer coisas de valor e de importância, quando não
amo o meu corpo como gostaria … quando me esqueço de olhar para a luz que brilha
dentro de mim…

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