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Textos Apócrifos - Os Atos de Paulo e Thecla


 Os Atos de Paulo e Thecla






Os Atos de Paulo e Thecla remontam a 70 D.C e reza a história que uma vez, uma adolescente chamada Thecla deslumbra-se ao ouvir Paulo a falar sobre Cristo e é totalmente transformada por isso. 

Por três dias e três noite ela permanece continuamente a ouvir as palavras de Paulo. 
O número três no misticismo cristão representa a ressurreição, símbolo de processo de morte e renascimento. E Thecla morre para a sua vida anterior, a vida que os seus pais e noivo queriam que ela vivesse, a vida que a sociedade e a cultura da época queriam que ela vivesse - filha e esposa obediente!

O sentido de presença começou a surgir em Thecla, recusando-se a reconhecer o mundo fora dela. Ela ancorou-se cada vez mais ao seu mundo interior, de forma profunda ela queria cada vez mais ligar-se ao mundo que existia dentro dela, que ela queria seguir e conhecer cada vez mais.

Thecla percebeu o poder que sempre tinha tido dentro dela, para deixar a vida que não era para ela.

Entretanto, Paulo foi preso por ter sido considerado mágico e culpado da transformação de Thecla.

Certo dia, Thecla visita Paulo na prisão. Dá aos guardas as suas pulseiras e o seu espelho, que marcam o fim formal da sua vida anterior, que a definiam como feminina (com a sua aparência exterior) e que simbolizavam uma vida da qual ela tinha acabado de desistir, em prol de uma vida fiel à sua alma.

Paulo é condenado a abandonar a cidade e Thecla condenada à fogueira.
Assim que as chamas se começaram a formar em redor dos seus pés, ela faz o sinal da cruz e uma chuva torrencial apaga a fogueira. Ela é então libertada e vai à procura de Paulo e começam a caminhar juntos.

Entretanto, abate-se sobre Thecla outro julgamento. Um poderoso Sírio vê Thecla e decide que ela tem de ser sua e oferece presentes a Paulo em troca dela. Paulo nega conhecer Thecla e ela é levada à força e deixada sozinha para se defender. Nas várias tentativas de se libertar, o homem Sírio fica indignado, leva-o ao governador e ele condena-a à morte por feras na arena.

Na manhã do dia em que Thecla é levada para enfrentar a morte, ela é enviada para a arena despida, com as mãos amarradas atrás das costas e um quadro pendurado ao pescoço, que dizia "Sacrilégio". Sacrilégio porque era impensável à época ela recusar aceitar um homem rico e poderoso, por se recusar a ser possuída ou reenvidicada por alguém fora dela.
Uma leoa feroz tenta atacá-la, mas quando ficam cara a cara, a leoa lambe os pés de Thecla e começa a protegê-la contra todos os outros animais que são enviados para a arena. Em defesa de Thecla a leoa e o último leão enviado para a arena morrem na batalha. É então que as mulheres que assistiam, começaram a gritar: "julgamento profano" e começam a atirar pétalas de rosa, cardomono, mirra e canela para os pés de Thecla. A combinação dos perfumes e especiarias criam um forte aroma que embala os restantes animais selvagens ainda presentes na arena, induzindo-os num sono profundo.

Então, Thecla vira-se para o poço de água na arena e declara: "Em nome de Cristo, eu me batizo".
Ela foi a rapariga que ousou tornar-se sua, recusou-se a ser definida pelo mundo que a viu nascer e se recusou a viver uma vida que fosse de encontro a tudo aquilo que esperavam que ela fosse. Ela teve a coragem de viver a vida que vinha de dentro dela, pela qual ela reinvidou e declarou sua, a vida que a sua alma desejava.


MEDITAÇÃO, PRESENÇA, CONSCIÊNCIA


Eu invoco o meu poder de volta de todos os tempos e de todos os lugares.
Eu invoco o meu poder de volta de todos os tempos e de todos os lugares.
Eu invoco o meu poder de volta de todos os tempos e de todos os lugares.
Porque eu posso. Porque eu sei quem Eu Sou. Porque Eu Sou eu própria.
Em toda e qualquer circunstância, eu posso voltar a esta quietude, voz calma de amor dentro de mim.
Eu posso reclamar o meu poder, porque Eu sei onde está o verdadeiro poder.
Dentro de mim.

Respira fundo intencionalmente. Permite-te inspirar e expirar calma e profundamente Que lentamente esta respiração te vá trazendo a consciência para o teu corpo, para este momento presente e para o fato de estares realmente aqui, e em nenhum mais outro lugar.

Tu não está realmente no passado, onde a tua mente pode estar a vaguear, e não estás realmente no futuro, onde a tua mente pode estar a querer visitar, frequentemente tentando preocupar-se, planear ou imaginar o que acontecerá a seguir.

Agora respira intencionalmente pela segunda vez calma e profundamente e, com essa respiração, guia a tua consciência para dentro, para o coração. Continua a ir mais para dentro, até sentires uma sensação de presença, uma sensação de profundidade, uma sensação de teres chegado ao âmago, à verdade de quem tu és.

Conecta-te com esse amor que está sempre aqui. Permite que essa presença domine quaisquer pensamentos, preocupações ou ideias sobre o que precisas de fazer. Permite que essa presença te lembre de que o teu valor é interno. E o teu valor é eterno. O Teu valor não pode ser justificado ou expresso fora de ti; não pode ser limitado ou definido por ninguém, exceto por ti. Tu tens sempre o poder de reivindicar o teu valor.

Então vamos fazer esta pergunta, a esta presença da alma, a este amor, a esta verdade de quem somos –
Onde eu entreguei meu poder?

Confia no que ouves, ou que sentes, ou no que vês dentro de ti.

Agora, vamos dar uma terceira respiração intencional, calma e profundamente e com essa respiração começa a abrir os olhos.
Neste momento estás a ver com a visão espiritual que o coração contém. Estás a ser guiada agora, mais ancorada, mais sintonizada com a forma com que a tua alma deseja que tu te movas.

E quando sentires que estás a ser testada, como se estivesses sendo julgada ou condenada por seres diferente, por não fazeres o que os outros esperam de ti, ouve interiormente, ouve atentamente, ouve a multidão de mulheres, gritando bem alto numa só voz, unificada e avassaladora, torcendo por ti, alinhando-se contigo e declarando que tu já és vitoriosa, vitoriosa por escolheres o que é certo para ti, vitoriosa por ousares acreditar no amor que reivindicaste como teu, vitoriosa por ousar acreditar na vida que a tua alma reivindicou para ti como tua, e somente tua.

Ouve interiormente, onde é que eu entreguei o meu poder?

Confia no que ouves, ou no que sentes, ou no que vês dentro de ti.

Na verdade, tu está apenas aqui, apenas neste momento presente, apenas neste corpo que podes ter, experimentar e cuidar hoje. Isso é tudo o que sabemos e tudo o que podemos saber.

Eu posso reclamar o meu poder porque, Eu sei onde está o verdadeiro poder.
Está dentro de mim!







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