Maria Madalena e a ressurreição de Cristo
"Eu Sou a ponte entre o céu e a terra"
"Eu Sou plenamente humana e plenamente divina"
Maria Madalena incorpora a capacidade
que todos nós temos de nos fundirmos com a alma e receber orientação divina
através de um amor que não tem fim.
Maria nasceu no século I em Magdala, Israel e por isso Jesus passou a chamá-la de Maria Madalena (Maria de Magdala). Ela foi a primeira pessoa a testemunhar a ressurreição de Jesus Cristo e por isso é reverenciada no Cristianismo como o apóstolo dos apóstolos.
Ela diz aos
seus companheiros: "Eu vi o Senhor. Eu vi Jesus ressuscitado"
Não foi por acaso que ela foi a primeira
testemunha da sua ressurreição. Ela estava lá, porque ela é a parte da história
de como e porquê ele ressuscitou.
Cristo lembrou Maria Madalena que não
havia necessidade de ela lhe tocar, fisicamente. Ele não estava fora dela, quando lhe apareceu nos jardins que existiam ao lado do túmulo vazio. Ele continuava
a estar onde sempre esteve e de onde nunca saíra, dentro das paredes do seu
coração místico. Cristo estava com Maria Madalena a partir do seu interior.
O facto de Maria ter visto Cristo, de
acordo com o seu evangelho é uma prova de que ela se tornara na "filha da
verdadeira humanidade", anthropos, verdadeiramente humana e divina.
Este processo envolveu ter de prosseguir através dos 7 poderes do ego, que
testaram a sua alma e que tentaram tornar a sua alma e o seu ego, inseparáveis.
A forma como a alma se movimenta através do desejo de poder é simplesmente para
deixar para trás todos os apegos, todos os julgamentos que possamos ter. No
momento em que isso acontecer, a alma é automaticamente liberta.
Maria tinha clareza de coração e isso foi o como e o porquê de ela ter
conseguido percecionar Cristo.
Os evangelhos de Tomé, Filipe e Maria
Madalena revelam que Maria não era só a amada companheira de Jesus, mas também
a sua companheira na transmissão do conhecimento.
Maria representa o amor ardente e
inabalável a que todos nós temos acesso em nossos corações vulneráveis, embora
tenha sido menosprezada pela aversão à liderança da mulher na vida da igreja.
É um amor que torna todas as coisas
sagradas, desde os animais até aos anjos, dos mais pobres aos mais poderosos.
É um amor que vê o valor inerente em
todas as coisas.
É um amor que permanece, mesmo através
dos momentos mais sombrios e mesmo através da morte é um amor que nos
ressuscita…
Nós detemos o poder de receber visão de
dentro de nós. Nós somos merecedores dessa proximidade ao divino porque essa é
a outra metade do que significa ser verdadeiramente humano. Existe uma ponte
entre o céu e a terra e nós somos essa ponte. A história desta mulher que era
amada por Cristo, seguiu o seu exemplo e tornou-se no amor que ele também
era.
A verdadeira igreja em que podemos
sempre entrar, nunca fecha e está sempre de porta aberta...está no coração. E é
no coração que o nosso verdadeiro poder existe e onde o amor nunca acaba…
O Evangelho de Maria, atribuído a Míriam
de Mágdala ou Maria Madalena, primeira testemunha da ressurreição e considerada
pelo apóstolo João como sendo a fundadora do Cristianismo, traz nova luz sobre
a sua vida (Leloup, 2006, 8).
Com Amor
Sílvia Bento


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