Avançar para o conteúdo principal

A importância do nosso sistema energético e o seu impacto na forma como nos sentimos e respondemos ao mundo que nos rodeia!




Na escola, nós aprendemos sobre o sistema nervoso, musculoesquelético, cardiovascular, entre outros, mas, por incrível que pareça, nunca aprendemos nada sobre o nosso sistema energético, que inclui os nossos sete chakras. Este sistema energético é subjacente ao nosso sistema nervoso, pelo que, tudo o que se passa connosco ao nível energético, impacta como nós nos sentimos e respondemos ao mundo.

Os 7 chakras principais são 7 pontos energéticos no nosso corpo. Temos o chakra da raiz (1º), sacral/sexual (2º), do plexo solar (3º), do coração (4º), da garganta (5º), do terceiro olho (6º) e coroa (7º). Eles desempenham um papel importante no equilibrio e na saúde dos nossos corpos. 

Os nossos três chakras inferiores suportam as nossas necessidades pessoais de segurança, confiança e identidade, mas também carregam as nossas feridas emocionais. A nossa criança interior deve conseguir impor limites emocionais, ao dizer: “Não, eu não quero fazer isso!”, ou, por oposição, “Sim, eu quero!”.

À medida que vamos estabelecendo uma intransigente conexão de amor com nós mesmos, independentemente das circunstâncias externas ou dos desafios diários, nós começamos a sentirmo-nos seguros o suficiente, para reabitar o nosso corpo energético, que transmuta de extremamente sensível, para empoderado.

Não me canso de dizer que, de facto é muito importante descobrirmos a origem das nossas feridas mais profundas e das crenças limitantes que temos, para que possamos identificar com mais clareza, padrões energéticos com base em medos que nós continuamos a manter nos três chakras inferiores.

Temos de perceber que os mecanismos de proteção que nós desenvolvemos na nossa infância foram os apropriados para aquele momento na vida, quando éramos ainda muito vulneráveis. Agora, nós temos a capacidade de nos reconectarmos com nós mesmos, sentir as nossas emoções e resgatar o nosso poder, para que possamos criar limites fortes e claros e deixarmos de ser uma vítima do universo que nos rodeia.





O Chakra da raiz representa o elemento Terra, no nosso corpo. Ele detém informação sobre a nossa cultura, corpo físico e sobrevivência neste planeta. O chakra da raiz é muito mais lento que a mente. Ele carrega o poder da segurança, confiança, sentimento de pertença e do amor primordial.

A energia do 1º chakra manifesta-se na nossa necessidade de lógica, ordem e estrutura.

Localização: Base da coluna

Elemento: Terra

Cor: Vermelho

Aspetos do corpo: Eliminação de resíduos, pernas, pés, testosterona, estrogénio e reto.

Instinto primário: Sobrevivência e procriação.

Glândulas: Ovários e Testículos.

Sementes: Potencial para o despertar da Kundalini e da abundância.

Ligação energética ao corpo emocional/mental: O 1º chacra é o alicerce da saúde emocional e mental. A estabilidade emocional e psicológica provém da unidade familiar e do ambiente social primitivo.

Ligação simbólica/percetiva: Esta energia manifesta-se na nossa necessidade lógica, ordem e estrutura.

Medos primários: medos de sobrevivência física, abandono pelo grupo e perda de ordem física.

Pontos fortes: identidade tribal/familiar, laços e código de honra tribal; apoio e lealdade que dão à pessoa a sensação de segurança e ligação ao mundo físico.

Expressões negativas: Acumulação, comportamento predatório, violência inconsciente, fadiga crónica, trauma de nascimento e problemas de abandono.

Quando este chakra não está em harmonia e equilibrio, estes são os principais efeitos negativos, que podes sentir:

ORGÃOS

PROBLEMAS MENTAIS/EMOCIONAIS

DISFUNÇÕES FÍSICAS

ü  Apoio do corpo físico

ü  Segurança e proteção física da família e do corpo

ü  Dor crónica da zona lombar

ü  Base da coluna

ü  Capacidade de prover às necessidades da vida

ü  Ciática

ü  Pernas, ossos

ü  Capacidade de se afirmar por si só

ü  Varizes

ü  Pés

ü  Sentir-se em casa

ü  Tumores/cancro retais

ü  Reto

ü  Lei e ordem sociais e familiares

ü  Depressão

ü  Sistema imunitário

 

ü  Perturbações do sistema imunitário


Quando o 1º Chakra é desligado da mãe terra, podemo-nos sentir órfãos e sem mãe. O princípio masculino predomina e procuramos segurança em coisas materiais. O individual prevalece sobre as relações e o egoísmo triunfa sobre a família, social e responsabilidade global.

Desafios tribais difíceis fazem-nos perder poder principalmente pelo 1º chakra, tornando-nos suscetíveis – se um desafio se tornar um stress extremo – a doenças relacionadas com o sistema imunitário.

As nossas respetivas tribos introduzem-nos na vida “no mundo”. Herdamos das nossas tribos as atitudes em relação a outros grupos religiosos, étnicos e raciais. As nossas tribos “ativam” o nosso processo de raciocínio.

Também absorvemos inúmeras perceções conotadas com o sexo, como por exº: “os homens são mais inteligentes que as mulheres”.

O processo de desenvolvimento espiritual desafia-nos a reter as influências tribais que são positivas e a pôr de parte as que não são.

O nosso poder espiritual cresce quando somos capazes de ver para além das contradições inerentes aos ensinamentos tribais e perseguir um nível de verdade mais profundo.

Perguntas para autoexame:

1. Que padrões de convicções herdaste da tua família?

2. Desses padrões de convicções quais os que ainda têm influência na tua maneira de pensar e quais são os que reconheces como já não sendo válidos?

3. Que superstições tens? Quais as que têm mais autoridade sobre ti do que a tua própria capacidade de raciocínio?

4. Tens um código de honra pessoal? Qual é?

5. Tens assuntos por resolver com membros da tua família? Se assim é, faz uma lista das razões que te impedem de curar as tuas relações familiares.

6. Faz uma lista de todas as bênçãos que achas que provêm da tua família.



Afirmação de poder que energiza o 1º chakra:


"Tudo está bem no meu mundo. Eu estou em segurança."

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Imbolc - Que as chamas da inspiração e do novo crescimento sejam acesas no seu Ser

Por vezes é difícil pensar na primavera quando parece que estamos no auge do inverno. Mas se olharmos para o chão, podemos ver os primeiros rebentos verdes a começar a crescer em direção ao Sol. O Imbolc pode ser celebrado no dia 1 ou 2 de fevereiro, ou mais naturalmente quando os flocos de neve cobrem o chão (para quem está num sitio onde pode nevar). O Imbolc está conectado aos elementos de fogo e água, por isso esta é uma altura importante para trabalharmos o nosso fogo interior, de estabelecermos novos compromissos com o nosso propósito e criarmos equilíbrio entre as nossas paixões e emoções. Esta é também uma altura para limpar e purificar antes do verdadeiro boost de energia que surgirá com o Equinócio da Primavera. O Imbolc marca o ponto médio entre o Solstício de Inverno e o Equinócio da Primavera e ocorre seis semanas após o Ritual de Yule. Para os nossos ancestrais esta era uma fase de comemoração. Comemorava-se o facto dos dias estarem a crescer, das noites estarem mais pequ...

A meia-idade não é uma crise - É um despertar!

Em vez de lutar contra uma crise de meia-idade, que tal escolheres entrar num despertar de meia-idade? As práticas espirituais podem dar-te estabilidade. Esta fase pode indicar um novo ritual sagrado de passagem, em que inevitavelmente nos surgem questões, como: Quem sou eu? Como posso ajudar? Para onde é que me está a chamar a vida? Estas questões convidam-nos a uma verdade mais profunda, que está à nossa espera o tempo todo. São a porta de entrada para nos lembrarmos de quem somos na nossa essência, ajudando-nos a alinhar com o pulsar da Terra e a reconectar-nos com o divino que pulsa através de todas as coisas. Nesta fase começamos a resgatar a essência de quem nos estamos a tornar, em vez de estarmos preocupadas com aquilo que fomos. Uma experiência sagrada na meia-idade Quando completei 50 anos, eu senti que estava a assinalar um marco. Confesso que desde miúda tinha uma sensação que ia morrer cedo e chegar aos 50 foi algo inesperado! Nesse dia, lembro-me que o meu maior sentim...

O Equinócio de Outono - MABON 🍇🍂🌽🍁

  Celebração da Gratidão Tempo da colheita dos frutos, a preparação para o Inverno e a tristeza pelo fim do Verão! Este é o segundo festival da colheita, o primeiro foi Lammas (1 agosto). Este é o tempo de agradecermos por tudo o que colhemos ao longo do ano, ainda com maior sentido de partilha, solidariedade e Ação de Graças do que na primeira colheita. Manifestemos, pois, gratidão a tudo e a todos, à Mãe Terra, Gaia, que acolhe a nossa existência. No Hemisfério Norte, o equinócio de outono ocorre em 22 de setembro de 2024, às 12:44 GMT, no mesmo dia em que o Sol entra no signo de Balança. Este evento sinaliza a mudança do verão para o outono. Após o equinócio, as temperaturas caem e as noites crescem. Durante o equinócio, a duração da luz do dia e da noite é quase a mesma. Na Roda do Ano Celta, Mabon marca o fim da vegetação e a diminuição da luz solar. Em outras culturas comemoravam-se, nesta data, as mortes de Deuses solares como Adonis, Attis, Osíris e Tammuz, o final da col...